5.31.2008

Princípios


Podíamos saber um pouco mais
da morte. Mas não seria isso que nos faria
ter vontade de morrer mais
depressa.

Podíamos saber um pouco mais
da vida. Talvez não precisássemos de viver
tanto, quando só o que é preciso é saber
que temos de viver.

Podíamos saber um pouco mais
do amor. Mas não seria isso que nos faria deixar
de amar ao saber exactamente o que é o amor, ou
amar mais ainda ao descobrir que, mesmo assim, nada
sabemos do amor.


Nuno Júdice

5.28.2008

Gatos em 20 questões

Assinale com verdadeiro e falso as seguintes questões.


1. É verdade que o cão só é o melhor amigo do Homem porque não existe gato com pachorra para essa vida de cão.

2. É mentira que os gatos estejam uma vida a pagar a casa. Toda a gente sabe que estão pelo menos sete na casa dos donos.

3. É verdade que a Cat Woman (Michelle Pfiffer) é bastante mais interessante que qualquer dos Batmans.

4. É mentira que o Gato das botas não conheça a Pablo Fuster.

5. É verdade que gatos preferem qualquer acorde do Love Cat’s dos The Cure a todas as músicas do Cat Stevens.

6. É mentira que o carteiro toque sempre 2 vezes. Ele mia quando é para a Mia Farrow ou para a Mia Sorvino.

7. É verdade que o peixe gato foi uma exigência do sindicato dos peixes por estarem fartos de ser comidos.

8. É mentira que gato escaldado de água fria tem medo. É bastante compreensível que prefiram um jacuzzi a um banho frio.

9. É verdade que a Gata Borralheira adoraria ter uma máquina da Nespresso. É horrível um café com borras.

10. É mentira que os gatos só lhes deixem cortar as unhas sob coação de os levarem à Nails4’us.

11. É verdade que uma mulher verdadeiramente prudente e visionária quando diz “aquele tipo é um gato” já meditou suficientemente no eterno problema de poder vir a pingar constantemente o tampo do WC.

12. É mentira que quem não tem cão caça com gato. Desde quando um gato acata uma ordem?

13. É verdade que uma Piiriquita (com “e”) só é mais interessante que um Gatão (sem “ão”) enologamente falando.

14. É mentira que o Garfield e a Hello Kity tenham um caso. Isso seria Gatofilia e ao que consta não existe no dicionário.

15. É verdade que se reencarnasse gostava de regressar gato e bastante vádio.

16. É mentira que sempre me ocorreu que quando um gato sobe a uma árvore e é preciso chamar os bombeiros ele deve querer que a velhinha tente subir a árvore.

17. É verdade que uma das melhores palavras que se consegue aproximar (ainda que muito longe) da subtileza de um gato é “Entrepara”.

18. É mentira que à noite todos os gatos são pardos. Consta que foi apenas manias do Leopardo.

19. É verdade que existe uma menina muito felina e com requintes de malvadez interessantes que dá pelo nome de Miau.

20. É mentira que o Emir Kusturica tenha gatos romenos com dentes de ouro.


Os resultados da prova serão enviados oportunamente. Boa sorte.

5.27.2008

Um obrigado

O cinema ficou mais pobre, Sidney. Será que escolheste aquela árvore perdida na extensa planície, onde os leões se vêm deitar e o tempo passa. Devagar.


Sidney Pollack (1934:2008)

5.26.2008

Orient Express

A nossa distância é um comboio na escuridão. Caminhando sem se ver mas percorrendo-nos os sentidos. Sentes o terpidar? O barulho dos carris a passar? Os segundos metálicos? O respirar? É um comboio antigo. Forjado à mão com a lava mais quente dos Deuses. Escurecido pelo passar das noites calmas e o cair das folhas. Seguido pela lua e por esta música de ave a migrar. É um comboio com sangue de vida. Ferido, talvez. Um cavalo selvagem sem rédeas. Negro. Que galopa sem descanso. Um comboio com a paz e o calor do deserto. Sem bilhete. Sem ida nem volta mas já com data marcada.

5.25.2008

Afirmativo consensual

Detesto escutar as conversas dos outros mas há pessoas, que a julgar pelo volume com que falam ao telemóvel, devem adorar que os ouçamos. Normalmente entra a 100 e sai a 200 mas esta conversa (de apenas um dos interlocutores) aguçou a minha curiosidade para tema tão consensual.


- Sim?
- Sim Sim
- Pois
- Sim
- Exactamente
- Sim Sim
- Sim Sim Sim
- Ok
- Afirmativo


Hummm. Que seria?

5.24.2008

Antes e depois

Sentir primeiro, pensar depois
Perdoar primeiro, julgar depois
Amar primeiro, educar depois
Esquecer primeiro, aprender depois
Libertar primeiro, ensinar depois
Alimentar primeiro, cantar depois
Possuir primeiro, contemplar depois
Agir primeiro, julgar depois
Navegar primeiro, aportar depois
Viver primeiro, morrer depois

Mário Quintana

5.22.2008

Some things...



I wouldn't shut your eyes just yet
I wouldn't turn the lights down yet
'Cos there's things you've gotta see here
There's things you've gotta believe of me

I wouldn't turn the sound down yet
Don't even touch the dials, not yet
'Cos there's things you've gotta hear here
There's things you've gotta believe of me

I wouldn't say a word just yet
Don't even open your mouth, not yet
'Cos there's things I've gotta say here
There's things you wanna hear from me

Tindersticks, El Diablo en el ojo

5.21.2008

La Fontaine

Um homem cruzou-se com um animal e leu-lhe três fábulas para o ensinar.
Mais tarde um animal cruzou-se com um homem e deu-lhe três dentadas para o ensinar.
Mais tarde a Natureza inteira cruzou-se com o homem e com o animal e enterrou-os com três pazadas de terra para os ensinar.




Francisco M. Tavares

5.20.2008

Metalic wave

Um belo dia o mundo começou a oscilar-lhe à vista como uma pedrada no charco. Ficando, para sempre, uma lenta ondulação. Um abanar de lençol ao vento. Nada é completamente estável. Nem a pedra, nem a onda, nem o vento. Talvez sejam os meus olhos ou o calor da tua pele.

5.19.2008

Os pássaros

Ouve que estranhos pássaros de noite
Tenho defronte da janela:
Pássaros de gritos sobreagudos e selvagens
O peito cor de aurora, o bico roxo,
Falam-se de noite, trazem dos abismos da noite lenta e quieta
Palavras estridentes e cruéis.
Cravam no luar as suas garras
E a respiração do terror desce
Das suas asas pesadas.


Sophia de Mello Breyner Andresen

5.18.2008

A pain that I'm used to



I'm not sure what I'm looking for anymore
I just know that I'm harder to console
I don't see who I'm trying to be instead of me
But the key is a question of control

Can you say what you're trying to play anyway
I just pay while you're breaking all the rules
All the signs that I find have been underlined
Devils thrive on the drive that is fueled

All this running around, well it's getting me down
Just give me a pain that I'm used to
I don't need to believe all the dreams you conceive
You just need to achieve something that rings true

There's a hole in your soul like an animal
With no conscience, repentance unknown
Close your eyes, pay the price for your paradise
Devils feed on the seeds that are sown

I can't conceal what I feel, what I know is real
No mistaking the faking, I care
With a prayer in the air I will leave it there
On a note full of hope not despair

All this running around, well it's getting me down
Just give me a pain that I'm used to
I don't need to believe all the dreams you conceive
You just need to achieve something that rings true

All this running around, well it's getting me down
Just give me a pain that I'm used to
I don't need to believe all the dreams you concieve
You just need to achieve something that rings true

Depeche Mode, A pain that I'm used to

5.17.2008

Desculpa

A amizade é um meio de nos isolarmos da humanidade cultivando algumas pessoas.

Carlos Drumond de Andrade



Não fujas de mim, amiga. Desculpa a minha falta de cuidado com tão delicado cultivo.

5.16.2008

Imagens sobrepostas

"Cada imagem é uma recordação e ao vê-la lembramo-nos de sombras e cores, de caras e paisagens, meio apagadas e reconstruídas ao longo dos dias.

Cada imagem mostra o que já não está visível: esquemas e modelos, o significado das coisas, a longa aprendizagem da vida.

Cada quadro compõe-se de camadas sobrepostas: camadas de papel e de pigmentos, opacas e transparentes, formas e linhas que se escondem e reaparecem quando o olhar se fixa nelas.

Cada imagem, cada quadro, é uma janela para dentro: reminiscências, fragmentos e cenários - a permanente reconstrução do mundo."


Alfred Opitz, pintor alemão residente em Portugal
Exposição imagens sobrepostas




É muito assim que vejo a pintura e nela viajo e me perco. Quase sempre.

5.15.2008

Francisca, a aranhiça suspensa

Dizem que trazes dinheiro e bom agouro, Francisca. Mas de ti nada quero. Nada me importa, nesses dois companheiros, Francisca. O dinheiro não traz felicidade e a sorte faz-se. Não é o que dizem também, Francisca? Também não me interessa nada o que dizem, se queres mesmo saber. Interessas-me tu, Francisca. Sim. Olhar para ti. Para o teu jeito leve e suspenso. Olhar-te sem que me vejas. Para seres apenas tu mesma. Sem nada interferir nesse teu jeito. Tens o tempo certo, Francisca. E danças com ele, deixando-o consternado. Nessa tua corda suspensa. És a minha trapezista de prata envelhecida, neste circo sem cor em que se encontra o meu olhar, Francisca. És um rabisco de carvão que escapou e se move lentamente em tinta da china. Teceste-me um abraço sem o saberes, Francisca. Invisível mas forte. Tão forte, Francisca. Naquela noite em que desceste pelos meus olhos, para te aventurares pelo silêncio da mesa. Apenas nós dois, Francisca. Nós dois e a respiração. Marcando o tempo, a levitar. Se calhar nem te lembras de mim, Francisca, mas fiquei teu fã, sabes? Fã da tranquilidade mágica da aranhiça suspensa de nome Francisca.

5.13.2008

Lucky



I'm on a roll,
I'm on a roll this time.
I feel my luck could change.

Kill me sirrah,
kill me again with love.
It's gonna be a glorious day.

Pull me out of the aircrash,
pull me out of the lake,
'cause I'm your superhero.
We are standing on the edge.

The head of state
has called for me by name
but I don't have time for him.
It's gonna be a glorious day!
I feel my luck could change.

Pull me out of the aircrash,
pull me out of the lake,
'cause I'm your superhero.
We are standing on the edge.

We are standing on the edge.



Radiohead, Lucky

5.12.2008

Fugaz

O que nos aproximou foi talvez uma certeza pela incerteza de tudo. A inevitabilidade da vida a passar por entre os dedos. Como uma criança a correr. De riso maroto. O amor pelas coisas belas bastava-nos. As mais fugazes entre um respirar.

5.11.2008

Inesperado

P: Qual a morte preferível a todas as outras?
R: A inesperada


Espero morrer assim, e no entretanto, ir vivendo, assim, também.

5.10.2008

Instante

Deixai-me limpo
O ar dos quartos
E liso
O branco das paredes
Deixai-me com as coisas
Fundadas no silêncio


Sophia de Mello Breyner Andresen

5.07.2008

Pequenas diferenças

Espanha incentiva a requalificação imobiliária como desígnio estratégico, apenas permitindo construção de raíz por demolição e substituição de imóveis velhos ou incentivando a requalificação dos mesmos. Portugal altera o PDM, corta sobreiros e brinca à especulação imobiliária para construir desordenadamente e selvaticamente fazendo vénias subservientes ao lóbi do betão para onde transitam (escandalosamente) os ex-ministros das obras públicas.

Espanha tem um governo de 17 elementos (9 mulheres e 8 homens), das quais uma ministra (curiosamente grávida) numa área tipicamente masculina como a defesa dando claros sinais à sociedade civil. Portugal possui um governo abastado de 16 elementos (2 mulheres e 14 homens) e afirma (não pondo em prática) a importância de aumentar o peso das mulheres na vida política.

Espanha aponta como desígnios estratégicos de desenvolvimento: a requalificação e ordenamento do território (acima referido), o combate das desigualdades sociais e o desenvolvimento e incentivo às energias renováveis. Aponta e faz (aposto que se verão resultados). Alguém sabe ao certo apontar um único projecto nacional que mobilize a sociedade civil e em que se acredite verdadeiramente na sua implementação e valência?

São, de facto pequeníssimas diferenças. Pormenores quase imperceptíveis. Escolhidos apenas pela proximidade geográfica. Não há, assim, a necessidade de afinar a bitola com o Norte da Europa pois faria aumentar um pouquinho (ligeiramente, lá está) a dimensão das tais pequenas diferenças.

5.06.2008

Mira técnica

Desculpem o desabafo mas não há necessidade para:

  1. a aura motivacional dos discursos do Chalana quando já tínhamos o Paulo Bento.

  2. a cobertura dada ao caso do aparecimento dum salvador do Boavista quando já tinhamos o Salvador Dali como mestre do surrealismo. Por falar em pintura relembro que as camisolas prisionais apenas diferem, das do clube referido, das riscas para os quadrados.

  3. investir em licenças para a televisão de alta definição quando porventura obteriam a nossa licença (pelas razões anteriores entre outras) para reduzir a grão (e se possível sem som) a definição da tradicional. Ai que saudades da mira técnica.

5.05.2008

Rasto de luz



Aquela luz acompanhava-o há muito. À medida que avançava sabia-o agora. Sentia-a cada vez mais presente. Mais intensa. Cada vez mais entranhada na pele. Como uma parte de si só agora revelada. Era uma luz estranha. De cabelos brancos. Uma serpente de lua suspensa. Como se sempre tivesse estado ali. A seu lado. Tão próxima mas oculta. Como que a parte mais distante de si. Dando-lhe apenas pequenos sinais, através de algumas imagens soltas. Perfeitas. Que recordava. Daquelas que prendem a alma a outro mundo sem sabermos porquê. No entanto, nunca se tinha apercebido do seu leito de amante. Como um espelho que finalmente se quebrava em mil pedaços. Deixando de reflectir. Abrindo-se num brilho de lâmina finalmente retirado do peito. Lembrava-se agora dela, numa dança de flashes fotográficos. Sensual. Com uma nitidez insuportável. Que quase o embriagava de tanta beleza. Aquela luz era o amor impossível. Uma anémona acorrentada à escuridão. Uma fénix de asas cortadas que o chamava para se despedir. Para a despedida. Há tanto estendida. Há tanto adiada. Esperara o último adormecer dos corpos. O último silêncio aveludado. O último mar diluindo a noite no seu balançar. O último cansaço. Para o guiar até ali. Àquele local. Beijando o seu olhar sofregamente. Uma última força. Num brilho diferente. No brilho mais intenso que um dia desceu.

5.04.2008

Duas vontades

Tudo no mundo depende de duas vontades: a de querer partir e a de querer ficar. Podes reduzir a guerra, o amor, o dinheiro, a doença e a morte à quantidade de cada um destes dois impulsos. O resto são pormenores.

Francisco M. Tavares

Getting away...


Porque hoje me apeteceu ouvir todas as músicas dos James


Are you aching for the blade?
That's OK, we're insured
Are you aching for the grave?
That's OK, we're insured

We're getting away with it all messed up
Getting away with it all messed up
That's the living

Daniel's saving Grace
She's out in deep water
Hope he's a good swimmer
Daniel plays his ace
Deep inside his temple
He knows how to serve her

We're getting away with it all messed up
Getting away with it all messed up
That's the living
We're getting away with it all messed up
Getting away with it all messed up
That's the living

Daniel drinks his weight
Drinks like Richard Burton
Dance like John Travolta
Now
Daniel's saving Grace
He was all but drowning
Now they live like dolphins

We're getting away with it all messed up
Getting away with it all messed up
That's the living
We're getting away with it all messed up
Getting away with it all messed up
That's the living

We're getting away with it all messed up
Getting away with it all messed up
That's the living
Oh, getting away with it all messed up
Getting away with it all messed up
That's the living

Getting away with it
We're getting away with it
That's the living
That's the living


James , Getting away with it all messed up

5.02.2008

Anjos em 20 questões

Assinale com verdadeiro ou falso as 20 questões.


1. É verdade que os anjos andam de ipod e headphones vendo-nos no nosso mundo mas noutra perspectiva bastante mais poética.

2. É mentira (pelo menos duvidoso) que os anjos não tenham sexo.

3. É verdade que os anjos gostam do Tom Ford mas são obrigados a vestir apenas de branco.

4. É mentira que os anjos tenham papos (ainda por cima doces).

5. É verdade que a Heidi Klum é um anjo (pelo menos da Victoria's Secret).

6. É mentira que os anjos usem apenas setas. Apenas o cupido e os anjos índios ainda o fazem (consta que o Guilherme Tell foi para o inferno e o o Robin Wood está com problemas burocráticos no seu processo).

7. É verdade que gosto de caras de anjos maus.

8. É mentira que se um anjo viesse em meu auxílio estava tramado.

9. É verdade que se tivesse mesmo de vir que fosse a Angela do Luc Besson.

10. É mentira que os anjos caem. Foi apenas a conjugação verbal que se colou.

11. É verdade que os anjos têm uma sensualidade algures entre as freiras (falsas) e as enfermeiras (de batas de botões).

12. É mentira que os anjos se revejam no Roberto Leal ou no Júlio Iglésias.

13. É verdade que os anjos só foram para o céu porque se portaram muito mal na terra.

14. É mentira que os anjos sejam oriundos da Guarda.

15. É verdade que os anjos gostam do Angel dos Massive Attack, dos Angels do Jacob Dylan, do e do Angie dos Rolling Stones.

16. É mentira que os anjos apenas se misturem com os demónios no livro da Allende.

17. É verdade que os anjos usam sempre almofadas de penas e não sofrem da coluna.

18. É mentira que os anjos com arcas são os arcanjos.

19. É verdade que os anjos não estão sindicalizados e protestam muito pouco.

20. É mentira que os anjos sejam proprietários de uma paragem de metro (estão sempre em movimento e preferem os céus).

Os resultados da prova serão enviados oportunamente. Boa sorte.

5.01.2008

Paradoxo

Comunicamos de quatro formas: com palavras, com entoação, com expressões e com silêncios. De todas elas as palavras são as que menos comunicam e as que mais conseguem ser falsas ou imprecisas. É a razão porque um bom livro deveria sempre conseguir ser acompanhado de alguns quadros ou fotografias, barulhos, músicas e oscilações. Mesmo que mínimas. Uma espécie de ondulação. Percebem? Possuir páginas em branco, olhares, poros e muitas respirações. Mas a comunicação para o ser verdadeiramente exige um reflexo. Uma metamorfose no ir e voltar. Um toque ou afago que se estende, para lá de nós. Contagiando. Gerando uma acção ou comportamento. É essa a magia da comunicação. A sua pluralidade (não podemos comunicar sozinhos) e imprevisibilidade.


Será essa razão a explicação para algumas pessoas aparentarem tanto problema em comunicar comigo pessoalmente. Não faz mal. A sério. Ficam a saber que eu não acredito apenas nas palavras.



Assíduos do shaker

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