3.16.2012

Estranho desencontro


Este estranho desencontro de vivermos sem sermos realmente nós. De nos apressarem os passos e nos deixarmos ir, sem questionar ou parar para pensar. Da entrega total à absurda aritmética das coisas, que tudo exige para continuar a somar. Do desfalecer dos corpos exaustos à inabalável importância de tudo. Tecidos gastos, desfiados da cor. Do livro entreaberto que se solta da mão ao fechar dos olhos. Do definhar do tempo, da reflexão, da disponibilidade para os outros. Este estranho desencontro de vivermos no mesmo mundo, distantes de quase tudo.



2 comentários:

Bárbara disse...

Uma grande verdade e muito bonito como sempre. :)
Xin Xin

Kelly disse...

A vida é um total desencontro.

Assíduos do shaker

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