2.11.2008

Nordeste

Cheirar os teus cabelos, encostando ao teu rosto um breve afago. Invisível. Mistura de noite e corrente de ar. Deslizando, em arrepio, pela curva esguia do pescoço. Na lentidão duma pequena gota. Encorpando, aos poucos, no sabor da tua pele. Ficar. Repousar. Morar, para sempre naquele vale encantado. Escondido de tudo e de todos pela sombra do teu queixo. A meio dos ombros. Nordeste do coração.

1 comentário:

Bé David disse...

Não há maior repouso que os momentos em que nos desligamos de tudo...para pousar apenas na curva de um colo... que amamos.



Gosto sempre desta sua faceta mais "próxima" :D

Bjos*

Assíduos do shaker

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