11.05.2007

Ecos de água

Fecho os olhos num silêncio de concha vazia.
Um eco de gota sobre água parada percorre-me ondulante.
Escorrego lentamente por pedras polidas, cobertas de musgo.
Húmidas de cheiros e sal.
Visitam-me reflexos que se espantam em meu espelho de mar.
O meu destino é seguir a maré
Acordo cansada


3 comentários:

Andrómeda disse...

Não sabia que para além de inquilinos selvagens, também era habitado por sereias desorientadas :)

lilazdavioleta disse...

Já tenho rido com alguns comentários da sua amiga Andrómeda,mas este está delicioso :)

dry-martini disse...

Carissimas,

No meu ser habitam diversos seres doces e criaturas assustadoras, deste e doutros mundos, o que não torna necessariamente este texto autobiográfico. Atentem ao sujeito feminino e à ausência da cauda referida :) Se encontrarem, no entanto, alguma sereia mandem por favor antes uma bastante orientada .)

Assíduos do shaker

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