11.18.2006

Portugal

Ai Portugal, Portugal
Do que é que tu estás á espera?
Tens um pé numa galera
E o outro no fundo do mar


Jorge Palma


Pedaço de terra virado para o mar.
Navegador destemido,
Como te fizeste
tão pobre de horizonte?


Criatividade nunca te faltará,
pena que a uses,
apenas para te enganar
a ti próprio.


Sacrifícios, cada vez menos,
consolados na saudade, tão tua.
Será o fado que te quebra a ambição?
Adormecendo-te num negativismo moribundo?


O som das gaivotas junto às velas velozes
são agora abutres imóveis, de mal dizer,
para quem as vitórias nunca são suadas,
mera "sorte", na inveja do deixa andar.


Que sonhos tens?
Que vontades?
Com que vibras tu? Chutos na bola?
Solta as amarras, acorda deste pesadelo.


Existe um Portugal
em quadro de Paula Rego
com prefácio de Lobo Antunes
e banda sonora dos Madredeus.
onde João Magueijo questiona Einstein
e Damásio contraria Descartes.


Um Portugal com o mistério de Sintra
e o sabor das pataniscas de bacalhau
onde história se casa com o futuro
e tudo apenas à distância
da ambição.

1 comentário:

Maçã de Junho disse...

Sempre actual este poema...
Agenda artística de Jorge Palma actualizada em www.bloguepalmaniaco.blogspot.com
newsletter/informações: contactar ladoerradodanoite@hotmail.com

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