11.07.2006

Magia do impossível

Pouco importa o nome:
Para nascer
Escolhi um rio.

A criança que fui
Tem agora a idade
De uma pedra de água.

Enquanto dorme
Parte com os pombos bravos.
Quando regressar
Virá com os álamos.
Eugénio de Andrade




Curioso, adormecer acordando sonos, que uma vez dispertos, não mais descançam. Viajam por mares nunca navegados, sem dia nem noite, batendo asas para o universo que logo se faz oceano. Fogo de espuma, música que cheira, céu de carícias na magia do impossível.

1 comentário:

dKin disse...

Gosto mto do q escreves e de como o escreves...
Beijito

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