4.25.2013
A escultura da pele
2.23.2013
9.07.2012
Heartbeat
6.02.2012
Misturo-me [no teu calor]
5.20.2012
5.15.2012
Querer

Queima-lhes algo dócil e mais audível
Afasta-lhes uma espécie de mistério esquecido
Um mar ora calmo, ora a bater nos rochedos
Apaga a luz e deixa-a ficar assim,
a esvoaçar do mundo
Tudo calado. Tudo mais redondo
Tudo falível aos juízos
e à geometria monótona das coisas.
Ouves-lhes a voz como chuva?
Apaga a luz porque o tempo de nada vale
Porque aqui, agora
os teus olhos são o que a minha mão quiser
2.05.2012
Sopro

10.31.2011
Equilibrio
8.06.2011
Algures [num só]


5.16.2011
A vida

3.04.2011
Mel-and-Cia*


1.28.2011
As imagens

9.20.2010
Night beach
6.18.2010
Esquinas de mar
5.02.2010
Desconcentras-me, sabes?
4.19.2010
Jardim de anémonas

3.22.2010
Quando entro nos teus olhos

Quando entro nos teus olhos abraço-te e fico calado. Calado a ouvir-te, embalado nos teus sons de sereia, que me chamam e guiam baixinho, flutuando entre o toque da seda e o sol das tuas searas, seguindo um aroma de orquídea, que fiz meu, desde a primeira vez. Mergulho nos teus poemas escondidos e no escuro do teu oceano, iluminado por luas de prata, resgatando o azul que guardas fundo, descansando na luz apagada. De azul em azul sinto as tuas gotas de chuva, pairando, de quando em vez, deslizando da alma como lágrimas - antigas, feridas nas asas - cuja minha língua aprendeu a curar devagar, diluindo esse ardor de sal. Percorro com as mãos o avesso de ti e encontro sempre o caminho de volta, contigo a meu lado, nas tuas algas e teias que separo e limpo o pó. Parto o pão das nossas conversas que se seguem a esse silêncio calado, sempre quente, sempre fecundo. Quando entro nos teus olhos abraço-te e fico calado. Calado, tão calado, calando a tua boca na minha.
3.20.2010
Captura impossível










