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5.20.2009

Chefe


Lisboa - Referência: 679 (M / F)

Requisitos

1. Não fazer azelhices ao volante e dizer que os outros é que têm a culpa (e ainda por cima apitar). É que, basta usar o senso comum para perceber que normalmente quando muitos parecem estar equivocados normalmente somos nós que estamos.

2. Não repetir a mesma coisa constantemente e interminavelmente (sobretudo no mesmo dia) – sugere-se o visionamento da personagem
Michele do Alô Alô

3. Não chamar uma pessoa (por sinal com muito que fazer) à sua sala para discutir um tema e depois interromper constantemente com conversas de "chacha" intermináveis  (e completamente desnecessárias) ao telemóvel.

4. Não convocar reuniões (sobretudo não programadas) às 19h00 para discutir o sexo dos anjos só para lixar a hora de saída devido ao facto de não ter vida pessoal e não lhe apetecer ir para casa.

5. Não ficar sentida por lhe dizerem o que realmente pensam e criticarem o que não acham correcto ou aceitável.

6. Não repreender em público (porque se vier a acontecer comigo a coisa vai azedar) e não ficar extremamente ofendida pelo facto de lhe dizerem que pode sempre fazer criticas mas em privado e, quando o fizer, devem ser com casos concretos ou factos e não apenas por sensibilidades ou analogias a outras pessoas.

7. Não exigir trabalhos de urgência para depois nem sequer os ler.

8. Não querer descobrir um caminho novo (que tem a certeza que também dá) quando lhe garantem que não dá (sobretudo se for à hora de ponta no centro do Porto).

9. Não telefonar para saber algo (que poderia esperar) durante a hora de almoço.

10. Não pedir aos outros para tratarem de assuntos pessoais, ou que nada lhes dizem respeito, por serem questões inconvenientes ou de profunda indelicadeza.

11. Não criticar um estilo de condução mais “desportivo”, e depois conduzir com telemóvel sempre ligado, não se lembrar que convém ir aumentando as mudanças ou deixar de subir passeios quando se entra nos parques de estacionamento.

12. Falar directamente com a pessoa de quem quer saber algo, não envolvendo uma terceira, gerando quase sempre, triangulações evitáveis, confusas e férteis em mal entendidos.

13. Saber que existe uma coisa chamada agenda electrónica e (imagine-se!!!) que pode ser partilhada.  Se for, de todo, impossível usar pelo menos uma tradicional (que já é um primeiro passo).

14. Não prolongar as reuniões à hora de almoço, ainda por cima no restaurante que diz ser excelente (e por acaso, mas só por acaso, não é) e ainda pensar que lhe ficamos eternamente agradecidos.

15. Não referir nas reuniões com clientes que onde se almoça mesmo bem é no tal restaurante mencionado, só para não embaraçar os colegas.

16. Não nos deixar no hotel, depois de um dia cansativo, e ainda nos fazer acompanha-la para tratar de assuntos pessoais.

17. Rever certos conceitos, como a indelicadeza para com pessoas humildes (que apenas estão a trabalhar e não lhe dependem hierarquicamente), o ridículo de certas barbaridades proferidas e a noção de que o seu ego e status se calhar não são assim tão elevados como quer parecer crer.

18. Conseguir manter uma estratégia definida, pelo menos... uma semana e evitar (pronto!!! reduzir) o “faz o que eu digo não faças o que eu faço”.

19. Pode ser saloia ou tia, mas terá de fazer uma opção (por manifesta incompatibilidade dos dois estilos).

20. Não utilizar perfume (sobretudo aliado a laca) em viagens de carro (mais grave ainda quando parece existir uma competição com as restantes colegas).

21. Não criticar os colegas à minha frente sem eles estarem presentes, mesmo após já lhe ter pedido para não o fazer.

22. Não se auto-elogiar da qualidade irrepreensível dos seus trabalhados, dando-os (não como base, mas como bíblia sagrada e intocável) e depois criticar o que lá está com o argumento de que (quando confrontada) foi feito há muito tempo e as coisas mudam.

23. Não tomar suposições por certezas quando não se esteve presente.

24. Ter sentido de humor, ou pelo menos saber sorrir.

E pronto. Apesar de cansado, acho que não é pedir demais...


Por razões de confidencialidade e risco (ou dádiva) de despedimento o anunciante é omisso. As candidaturas podem ser enviadas para este apartado, preferencialmente manuscritas a aparo, lacradas e com fotografia sépia (sou um purista, perdoem-me), contendo uma parte do corpo que considerem de elevada sensualidade (para o caso de manterem algum dos defeitos poder ter uma atenuante). 

Serão contactadas nesta ou numa próxima encarnação. Mesmo não sendo a eleita, informa-se, que teremos a delicadeza de enviar um pombo correio ou um sinal de fumo. No caso do pombo, apenas se solicita que, a ser confeccionado, lhe dediquem a merecida atenção não esquecendo a apresentação do prato e o acompanhamento por um vinho de qualidade (de preferência nacional). No caso do sinal de fumo nada se solicita, com excepção das possíveis Pocahontas (às quais se apresentam, desde já, as desculpas pelo uso de meio, para si tão curriqueiro) ou às fumadoras compulsivas, às quais se solicita apenas que não inspirem totalmente sob pena de inviabilizarem futuras comunicações. 

Com os melhores cumprimentos,Michael Page International

8.02.2008

Amante


Paris - Referência: 666 (F)


Requisitos:

Não fazer perguntas sabendo antes ler as respostas
Preferir gestos e silêncios
Olhar nos olhos. Perder-se por lá
Preferir coração à razão
Acreditar em magias e acasos
Ter asas e abismo
Possuir revolta e tranquilidade de mar
Amar pequenos momentos
Reconhecer aqueles segundos que se espreguiçam no tempo
Coleccionar músicas e usa-las para ver o mundo com banda sonora
Ser veneno e antídoto
Ter o encanto do deserto espalhado na pele
E a frescura dos frutos nos lábios
Não ser perfeita. Ter muitos defeitos para descobrir
Recusar promessas e não as fazer também
Ser lareira, chuva e vapor
Ter a sabedoria delicada dum vinho
E histórias antigas, por detrás das orelhas
Nada esperar mas sonhar
Amar a beleza das coisas belas
Ser o pecado a cada encontro
E um uivo que perdura nos luares
Ser seda e sede
Ter a subtileza da surpresa
Poder mudar tudo o exposto



Por razões de confidencialidade o anunciante é omisso. As candidaturas podem ser enviadas para este apartado, preferencialmente manuscritas a aparo, lacradas e com fotografia a sépia, contendo uma parte do corpo que considerem de elevada sensualidade. Serão contactadas nesta ou numa próxima encarnação. Mesmo não sendo a eleita, informa-se, que teremos a delicadeza de enviar um pombo correio ou um sinal de fumo. No caso do pombo, apenas se solicita que, a ser confeccionado, lhe dediquem a merecida atenção não esquecendo a apresentação do prato e o acompanhamento por um vinho de qualidade (de preferência nacional). No caso do sinal de fumo nada se solicita, com excepção das possíveis Pocahontas (às quais se apresentam as desculpas por meio tão banal) ou às fumadoras compulsivas, às quais se sugere apenas que não inspirem sob pena de inviabilizarem futuras comunicações (os pombos correios são cada vez mais raros).

Com os melhores cumprimentos,
Michael Page International

Assíduos do shaker

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