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5.05.2010

Qual o teu personagem de BD favorito?

Tenho vários, mas se tivesse de escolher apenas um, a minha escolha recairia provavelmente no Corto Maltese. E vocês?

8.27.2009

Gostos Martinescos

Gosto de calças de ganga, de camisas brancas, gosto de botões de punho e de relógios [mas não do tempo], gosto de canetas e de tinta preta, gosto de escolher papel [e de sentir a sua textura], gosto de escrever em moleskines, gosto de música e de livros [o que eu gosto de música e de livros], gosto de cinema e de fotografia a preto e branco [também a sépia ou envelhecida], gosto de oferecer e de escolher minuciosamente o que quero oferecer a quem gosto, gosto de vinho [mais tinto] e da cultura do chá, gosto de café e de gelados [o que eu gosto de café e gelados], gosto de fruta [morangos, cerejas, frutos silvestres, figos], gosto de cozinhar, gosto de fazer jogging e de ténis, gosto de viajar sem destino marcado, gosto de me perder, gosto de tentações, gosto de silêncios sonoros, gosto de quadros e de revistas, gosto de arquitectura e design, gosto de lofts e de casas amplas, gosto de alguns [poucos] objectos de culto, gosto de surpreender e de ser surpreendido, gosto de ser tocado pelas coisas, gosto de piano e de violoncelo, gosto do brilho dos poemas, gosto de lua e de mar, gosto de ti [tanto], gosto de ver as estrelas e as nuvens, gosto de voltar a certos lugares sempre que posso, gosto de andar descalço na relva molhada, gosto de tempestades, gosto de pormenores que fazem toda a diferença [alguns que já não se usam], gosto de ouvir [e de saber primeiro para poder opinar], gosto de tigres, gosto da minha memória, gosto de certos olhares, gosto de mãos e de covinhas [sobretudo a do ladrão], gosto de sorrisos, gosto de batas brancas de botões e fatos escuros [no feminino], gosto de mistério, gosto de lareira e manta escocesa num dia de chuva e frio, gosto de passear numa praia deserta, gosto de pequenos almoços demorados, gosto de arte nova, gosto de coincidências e dejasvus, gosto de sonhar [mas lembro-me infelizmente pouco deles], gosto de descrição e educação, gosto de aprender, gosto de balões de ar quente e de carros antigos, gosto de anémonas, magnólias e buganvílias, gosto de cactos, gosto de desertos, gosto da sonoridade e fragilidade de certas palavras, gosto dos sons ausentes da noite, gosto de misturar peças clássicas com contemporâneas, gosto de abraços, arrepios e de paixão, gosto de gatos, gosto de pontes e de faróis, gosto de momentos que se eternizam, gosto de impossíveis, gosto do cheiro da terra molhada, gosto de spas e de massagens, gosto de azul, gosto de cumplicidades, gosto de especiarias e de ervas aromáticas, gosto de champagne, gosto de anjos e jardins, gosto de estátuas, gosto de lendas e sussurros, gosto do toque da seda, gosto de janelas e da imaginação, gosto de búzios e de quimonos, gosto de viver, de descobrir, de gostar [assim...]


Fica o desafio, para quem gostar de o apanhar

5.17.2009

Perspectivas ou o desafio espelhado

Numa das primeiras formações que tive, no já longínquo início de carreira profissional, fiz um pequeno jogo que achei curioso e que nunca esqueci. Foi uma formação longa e, logo na primeira sessão, antes de conhecermos qualquer dos elementos do grupo, apresentámo-nos individualmente (de forma muito breve. Sucinta), e cada um escreveu num pequeno papel uma descrição sumária dos principais traços da personalidade que cada um dos participantes nos suscitava. 

Esses papeis foram religiosamente guardados para serem revelados apenas no final da formação, que durou cerca de 4 meses num regime bastante intensivo, permitindo, consequentemente, um relativo bom conhecimento dos elementos do grupo (ninguem se conhece completamente). Cada um leu depois o que escreveram sobre de si. 

Este simples e curioso jogo permite perceber as grandes diferenças que podem existir da ideia pré-formada duma imagem inicial ou primeira impressão (quantas vezes errada). Mas não só. Permite também aferir que, muitas vezes, a imagem que temos de nós próprios nem sempre é percepcionada da mesma forma pelas pessoas com as quais interagimos. Por vezes, até com as mais próximas. As mais chegadas.

Este pequeno episódio, que partilho, fez-me pensar nos que me acompanham por estas bandas: alguns muito recentemente, outros fiéis seguidores, de longa data. Alguns que conheço mal, outros que conheço já o suficiente (alguns até - poucos- que tive o prazer de conhecer pessoalmente). Fez-me pensar na questão: Como me vêm? O que transmito para os outros? Será que me vêm de uma maneira muito diferente de como me sinto? De como me vejo? De como gostava que me vissem?

Gostava assim, que aceitassem o desafio de escrever umas linhas (ou adjectivos) sobre o que vos transmito. Quais os mais vincados traços de personalidade que vos faço passar. 

Notem que não pretendo um exercício narcísico ou de elevação do ego, antes pelo contrário, gostava de sinceridade e crueza absoluta. E, não gostando, por ai além de desafios, gostava, desta vez, que o pudessem fazer.

É este o desafio que vos lanço. É este o desafio que talvez gostassem de vos fazer a vós próprios. Fica o desafio...

4.25.2009

Shop Shop

Apesar de não ser muito fiel a marcas ou lojas, considero que existem algumas com que nos identificamos, ou simplesmente gostamos de visitar.

O desafio é simples: 

1. Identificar 5 lojas que habitualmente visitamos com prazer, revelando desta forma um bocadinho dos nossos gostos e futilidades.

2. Convidar meia dúzia de bloggers para participarem no desafio (podem ser mais ou menos).


Assim, dando arranque ao desafio, as escolhas Martinescas, sem pensar muito no tema são:

1- Massimo Dutti 
(trapinhos e costura)



2- Area*
(apesar de gostar de misturar com peças clássicas)


3 - Häagen & Dazs 
(sem ser em centros comerciais)


4 - Fnac 
(bens de primeira necessidade)


5 - Club del Gourmet do El Corte Inglés 
(uma das razões para o jogging matinal de fim-de-semana)




Os nomeados são (é a parte sempre difícl do desafio):
2. (c)
4. Mlee
6. Vanity

... e logicamente quem quiser participar


* ex habitat por não ter encontrado foto

3.10.2009

Piropos

Tomando por base este post e como forma de cumprir a promessa feita à sua autora e desafiar as minhas ilustres e iluminadas leitoras fica o seguinte desafio:

1. Revelarem o melhor piropo que alguma vez vos proferiram, que, pela sua graça, subtil inteligência ou requinte de malvadez descarada, vos ficou na memória;

2. Produzir um (da vossa inteira autoria) para um(a) blogger, à vossa escolha, e publicitá-lo também (apenas se exige alguma ousadia e criatividade);

3. Passar o desafio a 6 pessoas (tantas quanto as letras da palavra “Piropo”)

E pronto, podem soltar a vossa veia de trabalhadoras das obras ou de Benny Hill's alucinadas. Fica à vossa inteira responsabilidade.

Passo a batata quente à: Buttafly , Mlee , Miss Glitering, Nikky , Polo Norte e Pepita

Logicamente está também aberto a quem se queira aventurar, até porque me é sempre muito dificil fazer este tipo de selecções

2.16.2009

6 escolhas

Por vezes, a coisa mais difícil é escolher. Querem ver?
[é para revelar um pouco as preferências músicais]


Melhores concertos presenciados:
1. Depeche Mode, Angel Tour, Pavilhão Atlântico, Lisboa
2. U2, Vertigo Tour, Estádio de Alvalade, Lisboa
3. Cranberries, Pavilhão Atlântico, Lisboa
4. Gothan Project, Campo Pequeno, Lisboa
5. Dead Can Dance, Teatro Lope de Vega, Madrid
6. Don Giovanni, Mozzart, São Carlos, Lisboa

Melhores álbuns estrangeiros:
1. Achtung Baby, U2 (1991)
2. The Glory of Gershwin, Various artists (1994)
3. OK Computer, Radiohead (1997)
4. Ultra, Depeche Mode (1997)
5. Mezzanine, Massive Attack (1998)
6. Coldplay, X&Y (2005)

Melhores músicas estrangeiras:
1. Enjoy the Silence, Depeche Mode
2. I'm Your Man, Leonard Cohen
3. Creep, Radiohead
4. All I Need, Air
5. Sympathy for the Devil, Rolling Stones
6. Stay, U2


Melhores músicas nacionais:
1. Estrela do Mar, Jorge Palma
2. Sempre Ausente, António Variações
3. Bemvindo ao Passado, GNR
4. Ainda, Madredeus
5. Endechas a Bárbara Escrava, Sérgio Godinho
6. De Azul em Azul, Rádio Macau


Melhores músicas brasileiras:
1. Esquadros, Adriana Calcanhoto
2. Lua, Caetano Veloso
3. Insensatez, António Carlos Jobim
4. Underwater Love, Smoke City
5. Gotas de Luar, Marisa Monte
6. Meia Noite, Edu Lobo & Chico Buarque


Melhores clássicos:
1. Fever, Peggy Lee (1956)
2. Heart of Glass, Blondie (1978)
3. Bette Davies Eyes, Kim Carnes (1981)
4. Drive, The Cars (1984)
5. Slave to Love, Brian Ferry(1985)
6. I Drove All Night, Roy Orbinson (1987)


Melhores bandas sonoras:
1. The Piano, Jane Campion (1993)
2. Pulp Fiction, Quentin Tarantino (1994)
3. Strange Days, Kathryn Bigelow (1995)
4. Romeo + Juliete, Baz Luhrmann (1996)
5. Hable con Ella, Almodovar (2002)
6. Lost in Translation, Sofia Coppola (2003)

Melhores músicas clássicas:
1. Moonlight Sonata, Beethoven
2. Chaconne, J. Sebastian Bach
3. The Four Seasons, Vivaldi
4. Lacrimosa, Mozzart
5. Adagio for Strings, Samuel Barber
6. Ride of the Valkyries, Wagner


Passo o desafio (confesso que foi o mais dificil) às carissimas:
1. Mlee
2. Nikky
3. (In)confessada
5. Sandrine
6. SF

Mas é extensível a todos os que tiverem vontade (e paciência) de escolher.

1.20.2009

Sonhos e pecados

Confesso que não sou muito dado a desafios, mas como me pareceu uma combinação interessante, e tentando aproveitar o dois em um, aqui ficam as respostas aos desafios da Najla e da Pólo Norte


Desafio dos 7 pecados mortais:

1. Gula: Häagen&Dazs, pois está claro
2. Avareza: embalagem grande, pois está claro
3. Inveja: acabou a embalagem grande e já cobiço a que a menina jeitosa está a comer
4. Ira: que raiva… a menina parece que não está a querer partilhar
5. Vaidade: sou um expert em Häagen&Dazs na na na na naaaa naaaaaaaaaaa
6. Luxúria: inclui a menina jeitosa e logicamente Häagen&Dazs, claro está
7. Preguiça: queres fazer o favor de telefonar para trazerem mais Häagen&Dazs


Desafio dos 8 desejos para 2009:

1. Lembrar-me dos sonhos nocturnos (é uma infelicidade não me lembrar de nenhum)
2. Nunca deixar de sonhar acordado sem chegar ao estado de Amélie Poulain
3. Cantar a um ouvido que precise que “Na terra dos sonhos, podes ser quem tu és, ninguém te leva a mal”
4. “I have a dream” mas o Martin (que era rei) já fez o favor de o dizer em público
5. “Sonho de uma noite de verão” na Grécia antiga parece-me sempre um sonho interessante (em qualquer ano)
6. Continuar a acreditar que o “sonho comanda a vida”
7. Que o ano de crise não se faça nos sonhos
8. Que as minhas leituras (não, altero antes para leitoras) consigam alternar os “Sweet dreams” com os “Sweat dreams”(só para ligar com os pecados de cima)


Nomeio quem se sinta suficientemente sonhador ou pecaminoso .)

12.16.2008

Reinventar a Democracia II

Continuação



1. Um único espaço para governar

Acabar com continentes, países, estados, fronteiras, bandeiras, distritos, capelas (menos a da Margarida Prieto para ver se é este ano que o glorioso faz juz ao nome) e vacas da vizinha (conotação indiana, atenção, pois não quero ferir susceptibilidades às minhas lindas vizinhas por quem nutro uma especial simpatia).

Seria o primeiro e, ao mesmo tempo, o grande passo de igualdade entre todos os Homens. Teria para nós a grande vantagem de nos libertar de todos os políticos nacionais, que apenas poderiam começar por treinar as modernas técnicas e estratégias de governação com o José Mourinho e o Nuno Rogeiro na Academia do Sahara Ocidental pois: teriam o famoso oásis, poderiam usar a não menos célebre tanga caso não se entendessem quanto ao mesmo, estariam por entre muitos camelos para não estranharem a diferença e poderiam ainda redireccionar o Jorge Coelho como Administrador duma empresa de extracção de areias.


2. Os melhores a dirigir e por mais tempo

A nova classe dirigente seria pequena como Marques Mendes, experiente como Manuel Alegre (mas a escrever livros), carismática como Churchill (à falta de exemplo nacional) e, já agora, em caso algum poderia comer bolo rei em público como Cavaco (já que estamos na quadra natalícia) sob pena de afastar definitivamente as gerações mais jovens da carreira política.

Ou seja, seria composta pelos melhores com critérios técnicos e emocionais, públicos e objectivos. Tão bons, tão bons, tão bons, que continuaria a não apetecer votar (mas pela razão inversa, ou seja, de se manterem em funções por serem mesmo bons).

Seria também uma carreira a full time, exclusiva, sem acumular cargos nem reformas antecipadas, e existiria (pelo sim pelo não) uma alínea explícita para garantir a exclusão (não vá o diabo tece-las) do Alberto João Jardim ao abrigo da impossibilidade de brincar ao Carnaval. Seriam escolhidos a dedo, por meritocracia, de forma mais rigorosa que os astronautas (apesar de reconhecer este termo como bastante infeliz pela aplicabilidade a uns quantos ainda em exercício).

Seriam muito (mas muito mesmo) bem remunerados, sendo respeitados e vistos como os melhores sem qualquer margem de dúvidas. Seriam uma espécie de “Deuses do Olimpo mas em São Bento” mas em versão sem tiques de poder e pragmática. Com mais dotes de acção que de retórica. Mais obra feita que mordomias. Mais figuras de exemplo que intocáveis.

Votar-se-ia não apenas para eleger mas também para avaliar, sendo essa avaliação efectuada (só para ser um bocadinho mordaz) pelos professores (que por sinal também ganhariam bem e seriam escolhidos também a dedo).

Os mandatos seriam mais longos (10 anos). Não existiriam cargos de nomeação política. Todos seriam profissionais de carreira e defensores dos direitos do Homem e das grandes causas. Obviamente, também ficariam de fora os presidentes de câmara e os dirigentes desportivos cujos fósseis seriam usados nos manuais escolares no capítulo das lapas e outros bivalves e as barbas serviriam para exportar cabeleiras de altíssima qualidade para os juizes que se seguem.


3. Pasta da Justiça e Reintegração Social

Existiriam menos delitos, fruto de uma melhor educação e duma justiça pragmática, perceptível e aplicada, com primazia do conteúdo sobre a forma. Com bom senso e, sobretudo, célere.

Existiria para cada processo um prazo de validade (como nos iogurtes) e uma ASAE menos fundamentalista mas igualmente implacável, com uma marreta de juiz (lá está, mas mais pesada ) para lhes dar nas mãozinhas (nunca bater na cara) dos que deixassem expirar os prazos. É que é um crime, por si só, deitar comida fora. Não acham? E, imagine-se, só seria possível recursos se o Benfica ganhasse o campeonato (o que nos tempos que correm convenhamos seria também um desafio).

Vigoraria o princípio de que o deliberado num caso aplicar-se-ia em todos os demais (apenas até se conseguir alguma coerência natural e para acabar de vez com a mania britânica de serem sempre diferentes dos outros), e todos os casos seriam deliberados por uma rede de 5 juizes experientes (uma espécie de Hi5 de batina preta, mas sem se estimular qualquer tipo de exibicionismo de gabardina).

Abolir-se-ia, finalmente, a pena de morte e os reclusos (coitadinhos) trabalhariam em prole da comunidade, ajudando por exemplo os actuais juizes (desprovidos das mordomias tradicionais e vestes intocáveis) a fazerem arquivo digital, exceptuando no seu período de férias, onde trabalhariam sozinhos para castigo (os juízes atente-se).



Continua com as restantes pastas e comentário às ministras nomeadas
(que salvo excepções ainda não se pronunciaram)

11.03.2008

Desafio

O desafio veio da Maria Papoila, e reza assim:

- colocar uma foto individual;
- escolher uma banda ou artista;
- responder às questões somente com títulos de canções da referida banda;
- desafiar outras 4 pessoas, sem esquecer de as avisar.


A missão está cumprida:

A foto: É a minha em versão coktail (agitado mas nunca mexido)

A banda escolhida: os Depeche Mode

1. És homem ou mulher?John the revelator"

2. Descreve-te: Algures entre “Dream on”, “Enjoy the silence” e “Just can’t get enough"

3. O que as pessoas acham de ti? Para as mais chegadas espero que “Sweetest Perfection”, para as restantes espero que nem "Personal Jesus" nem "Judas" mas sou suficientemente “Flexible” para poderem pensar o que bem entenderem

4. Como descreves o teu último relacionamento:When the body speaks” e definitivamente “ I feel you

5. Descreve o estado actual da tua relação com o teu namorado ou pretendente:I wan’t you now” temperado com um bocadinho de “The sinner in me” (Acho que o “Sea of Sin” podia habituar um bocadinho mal)

6. Onde querias estar agora? "In your room"

7. O que pensas a respeito do amor?When you born a lover you born to suffer

8. Como é a tua vida?I want it all” apesar de tentar todos os dias que “Nothing’s impossible

9. O que pedirias se pudesses ter só um desejo? Conseguir passar mais tempo no “My secret garden

10. Escreve uma frase sábia: "The world in my eyes"


Passo o testemunho à Andromeda, M&M, Mlee e Rosa

.

10.15.2008

Reinventar a Democracia

Vivemos numa sociedade profundamente sectária, individualista, cada vez menos educada e tolerante, sem valores ou ideais, preconceituosa, mesquinha, xenófoba, amorfa, gorda, de meras aparências, medíocre, invejosa, demagoga, com muitas opiniões e pouco fundamento, com escassas responsabilidades e deveres. Tudo sob a capa da pretensa democracia. Quer-me parecer, no entanto, que também ela entrou em rota de colisão, tendendo para um possível colapso e para a necessidade, dela própria, se repensar.


Convido, a título de desafio, algumas das minhas ilustres leitoras, abaixo indicadas, a formar um governo (provisório e totalmente feminino) e a elaborar um escrito (mais sério ou irónico) sobre um novo regime político. Fica a sugestão das seguintes pastas, mas têm total liberdade para as mudar e para proporem qualquer outra ideia ou organização. O convite é extenso a qualquer participante que se queira aventurar mas alerta-se que não existem mais "tachos" e as pastas estão por certo muito bem entregues...

M&M e Mlee (Ministras da Justiça e Reintegração Social);
Andrómeda e Rosa (Ministras da Tecnologia, Ciência e Inovação);
Sofia Dias Assim e Lilaz (Ministras da Educação, Humanismo e Conhecimento);
Ariana Luna e Joaninha ou Libelinha (Ministras da Cultura);
Nikky e Lover (Ministras da Equidade e Solidariedade Social);
Noiva Judia (Super-Ministra da Economia e Finanças);
Diabo no Corpo e Doce Veneno (Ministras da Saúde);
Pearl e SF (Ministras do ambiente e recursos naturais)


E agora deixo-vos em paz. Ide. Ide trabalhar :)

9.16.2008

Dopagem musical





Informa-se (mesmo sem qualquer interesse – já basta o Eng. Socrates – apenas por mera automotivação) que se intensificou o jogging matinal de fim-de-semana visando, ao que parece, a preparação da participação em três meias maratonas, que de quando em vez me passa pela cabeça participar. É o princípio da demência, eu sei. Mas acho, também provável, que seja uma “pequenina” desculpa para não aturar mais a chefe ao fim-de-semana (mas isso não pode ser dito, por isso, não disse nada). De qualquer forma, e para ultrapassar definitivamente as possíveis causas justificativas, convém fixar algum objectivo (até porque haverá formas muito mais interessantes de perder calorias, quer-me parecer. Adiante).

Mais indispensável que a escolha do equipamento, locais de treino ou até, às vezes a própria companhia, é a pré-selecção da banda sonora, que se quer variada, ritmada e propiciadora de viagens per si. No primeiro treino, mais longo, a escolha (ainda em banho Maria – curioso, gosto deste termo) foi a seguinte:

Useless (Depeche Mode The Kruder & Dorfmeister Remix); There Comes Your Man (Pixies); Ruby (Kaiser Chiefs); Read my mind (The Killers); The Saints are coming (U2 & GreenDay); All I Need (Air); Banquet (Bloc Party); The Bitter End (Pacebo); In the Darkness (Tim Booth); Come Undone (Duran Duran); Casca (Toranja); Baila Morena (Zucchero); You’re Unbeliveble (Emf); Angel (Massive Attack); Feel Good Inc.(The Gorillaz); Eye (Smashing Pumpkins); There she goes (La’s); High & Dry (Radiohead); Drive(REM); Square One (Coldplay); Everybody Knows (Leonard Cohen); Quero é viver (Humanos); Song 2 (Blur); Electrical Storm (U2); Spanish Taster (Depeche Mode); Home (Simply Minds); Little winds (The Corrs); Some things (Tindersticks); I love you I kill you (Enigma); The Test (Chemical Brothers with Richard Ashcroft); Stop crying your heart out (Oasis); Lake of Fire (Nirvana); Hardly Wait (PJ Harvey by Julliete Lewis); Kiss me oh kiss me (David Fonseca); Sometimes (My Bloody Valentine); Letting the cables sleep (Bush); Cantiga de Amor (Rádio Macau); Burn (The Cure), Sympathy for the Devil (Rolling Stones), The Story (Brandie Carlie), We are going to miss you (James); Love Show (Skye)

Aceitam-se sugestões musicais e até, quem sabe, possíveis participações.

7.16.2008

Desafio 1 - Autoretrato em 6 pontas soltas

Apesar (confesso) da minha falta de jeito para desafios, no seguimento do anterior (que era o segundo) e esperando que se proporcione algum tempo até ao próximo. Aqui segue a resposta ao primeiro desafio (bastante dificil por sinal) lançado pela menina Lover.

1.

Nasci com algo de quadro de Klimt. Uma Fénix de cores impossíveis que sempre renasce em tudo o que me cativa o olhar. Estampando sonhos de giz num Kimono sedoso. Invisível mas intenso aos sentidos.


2.
Cresci rodeado de livros, música e poemas. Neles aprendi a beleza das coisas simples e bebi a vontade de sabedoria que sempre escorreu nas minhas veias. Transformei-me numa espécie de água musical.

“Que música serias se não fosses água?”
(Eugénio de Andrade)


3.
Algo se apoderou de mim. Quando? Onde? ou Porquê? não o sei. Um inquilino que por vezes me deixa à deriva. Ao sabor deste mar. Apertado. Pequeno. Pequeno demais.

“You are dangerous cause you’re honest.
You are dangerous cause you don’t know what you want”
(U2)

4.
Quando me apetece estar só tenho um pouco de Moonlight Sonata. Noite, silêncio e gotas de luar a cair suspensas. Como mãos finas em teclas de marfim. Leves como o ondular àquela hora mágica, naquele local. Leves mas encorpadas. Como um vinho que permanece na boca.

5.
Também tenho Azul. Um Azul brilhante. Intenso. Um Azul de Creta nos meus olhos. Um Azul de sorrisos vorazes que voam como ave. De memórias e dejas vus. Um Azul de momentos singulares. Irrepetíveis. Que podem ser estranhos, incompreensíveis ou mesmo padecer depressa mas que nunca se esquecem. Na magia desse Azul. De azul em azul.

“Nunca mais este momento será teu, lentamente há-de chegar, o fim da linha enfim.
Nunca mais o mesmo modo, o mesmo sol, e a noite pouco a pouco, de azul em azul.

Nunca mais este momento voltará, lentamente o vento, o movimento, o mar, o ar.

Viajará esta noite rio a cima, e nunca mais o mesmo sol, o céu, a terra, Nunca mais”
(Rádio Macau)

6.
Quando morrer serei cremado para descansar no mar ou no deserto. Misturar-me-ei neles até desaparecer. Deixo essa escolha, talvez, à obra do acaso. Se por alguma ironia do destino voltar, já que tem de ser (e o tem de ser tem muita força), gostaria de me apresentar em árvore secular ou gato de telhado. O mais vadio possível.




Repasso este desafio às mesmas 7 meninas do desafio anterior trocando a menina Lover pela Noiva Judia apenas para ver se se deixam de desafios .)

7.15.2008

Desafio 2 - Alter Ego

Em resposta ao desafio lançado pela Noiva Judia (clicar para perceber) deixo o meu alter ego em versão feminina. É que os homens são tão desinteressantes .)

Repasso este desafio (se estiverem sem sono e com pachorra, claro está) às minhas carissimas Andromeda, Ariane, Be, Eyes Wide Open, Joaninha, Lover e M&M.
XinXin

Assíduos do shaker

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