"Escrevo para não me suicidar"
Magrite Duras
Há dias em que a escrita tem muito disso. Dias em que fala mais alto do que o próprio corpo. Em que comanda a mão e nos rapta o pensamento. Dias em que ficamos à sua total mercê. Há dias em que a escrita apenas exige. Uma lucidez crua, que não sabíamos nossa, ou um barco à deriva numa viagem sinistra. Há dias em que a escrita nos confunde os sentidos. Prolonga-os na textura ou dilui-os no branco do papel. Dias onde a tinta se chega a confundir com o sangue. Dias onde a escrita é uma arma letal. Afiada. Sem nada que lhe faça frente. Sem nada que nos faça valer.
5 comentários:
Também há (muitos) outros dias em que temos muito a dizer, muito para escrever, como se as palavras se atropelassem, precisassem rasgar o pensamento e sair (sufocadas), cá para fora, aos trambolhões... para respirar.
Mas ficamos quietos, em silêncio...
Talvez porque nesses dias, as palavras não cheguem para expressar o que nos vai na alma.
XinXin
há dias assim.
escreve-os
:)
haverá que não sinta, esse poder indefinível da palavra escrita?!
deixo um beijo (a vermelho)
Ler-te nesses dias, faz o pensamento respirar...
A imagem das palavras reflecte o quanto a verdade incomoda... Verdade essa que nem sabemos decifrar, apenas se escreve para os olhos registarem as palavras de um inconsciente vivo... ler-te... é ver a tela de palavras reais.
( lindo )
beijo
Telma
Estou com a (c): não deixes fugir esses dias e escreve:)
Nós deliciamo-nos com essa magia!
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