6.09.2008
Percepções
6.08.2008
101
Água Lua Deserto Noite Mar Sonho Sombra Alga Fogo Gesto Pele Mão Coração Cor Silêncio Abraço Torpor Arrepio Paixão Livro Saber Mistério Sentir Acaso Atento Sinal Gato Ponte Música Arte Antigo Memória Fundo Momento Viagem Dar Escutar Cozinhar Emoção Liberdade Respeito Impossível Abismo Beijo Anémona Spa Design Sentidos Pecado Raízes Alma Nada Tudo Levitar Amigo Distante Azul Tempo Lareira Babilónia Jacarandá Lenda Piano Magia Escrita Sangue Lágrima Caminho Dúvida Chuva Cal Cálice Inquietação Invisível Cumplicidade Sim Paz Especiaria Sorriso Feminino Sedução Sopro Sussurro Cacto Tigre Clássico Contemporâneo Seda Anjo Jardim Musa Demónios Fruto Imaginação Novelo Teia Janela Perdido Búzio Quimono Magnólia
* Desafio lançado por Andromeda sobre 101 palavras
com que me identifico de alguma forma.
Está aberto o desafio
6.07.2008
Os troncos das árvores
6.06.2008
Still have the music
Leonard Cohen, Chelsea Hotel
I need you... I don't need you…
You need me... You don't need me…
But we still have the music
6.05.2008
Um dia
6.04.2008
The Bill Gates Sindrome
Detesto estereótipos e generalizações fáceis. Sou até apologista de não haver, normalmente, regra sem excepção e que, muitas vezes, “nem tudo o que parece é” ou “tudo o que parece mesmo certo não o é definitivamente”. No entanto, descobri recentemente uma possível falha a esta teoria prendendo-se com os Informáticos. Sim, essa classe maravilhosa tão injustamente incompreendida. Passo a explicar.
Todos os informáticos têm borbulhas na cara e usam (quase sempre, pronto) óculos, fruto, porventura, das excessivas radiações de fósforo verde a que estiveram submetidos nas caves antes do aparecimento dos actuais TFT’s ou por insistência dos mais puristas. Aparentam ter muito menos idade (sendo talvez interessante para a industria cosmética, se nos abstrairmos das referidas borbulhas) parecendo quase sempre meros adolescentes. Tem aspecto de tocarem mais em teclados que em mulheres, é verdade (se calhar esqueçam a da industria cosmética) e (desculpem-me lá esta) de serem grandes consumidores de sites pornográficos. Têm mais medo de gravatas que o Diabo da Cruz e quando as usam há grande probabilidade de ser conjugada com um bonito blusão de cabedal.
Ou seja, vestem-se de uma maneira inconfundível (como se tivessem uma farda invisível que dissesse “Sim sim sou um informático”). Outra particularidade, irritante (por sinal), é a de receberem frequentes contactos telefónicos solicitando pareceres de novos equipamentos ou para "sacar" jogos piratas da net, aos quais respondem, quase sempre, com a linguagem indecifrável do próprio computador (pelo menos ao comum dos mortais já que do outro lado se encontra, normalmente, lá está, outro informático).
Curioso. Não me recordo de ver um informático acompanhado de um não informático ou munido de outro objecto que não uma mala preta à tiracolo. Estou provavelmente a ser injusto, sendo apenas consequência de uma nova má experiência com um iluminado "Help Desk" com que me tenho relacionado ultimamente, apresentando desde já as minhas desculpas, mas digam-me lá por favor, as meninas (inclusive as informáticas) por exemplo, o que pensam? Existirá excepção a esta regra? Ou é o sindrome Bill Gates?
6.03.2008
Aquisição
6.02.2008
Moda Lisboa
Posso dizer que hoje me sinto envolvido num denso manto de perplexidade quanto à noção de “bom gosto”. Bem sei que gostos não se discutem mas nunca tinha sentido na pele a estranha sensação de um “extremo mau gosto” (na minha modesta opinião) afectar os meus gostos, ao ponto de me levar a pensar que certas coisas simplesmente deveriam ser proibidas. Sim. Leram bem. Proibidas. Querem ver?
Passo a detalhar:
- Caneta no bolso da camisa
- Aberta até ao umbigo (importante detalhe de abotoar apenas o último botão e ter um fio ao pescoço com o que me pareceu um corno)
- Pé de gesso (leia-se meia branca)
- Unha preponderante no mindinho (poupo-vos pormenores)
- Telemóvel ao coldre (com o respectivo toque estúpido e ensurdecedor)
- Calças vermelhas (mais vivas que as capas de tourear)
- Conjugação de cores surrealista (de ofuscar qualquer arco-íris)
- Devem estar a pensar: mas eu já vi isto. Pois, acredito, mas... (e é aqui que reside a diferença)
- O “espécimen” apresenta-se num Bentley Continental azul escuro, estacionado ao meu lado, no parque de estacionamento do Chiado.
Três conclusões:
- Já posso morrer tranquilo por termos uma alternativa à altura do John Galliano
- Desculpa lá Bentley mas perdemos definitivamente a chama. Já não bastavam os jogadores de futebol?
- Obrigado Senhor por, apesar de agnóstico, me teres brindado com a noção das prioridades. Não me venhas agora lançar dúvidas quanto ao bom gosto. Pode ser? Eu não o discuto mas mantém, pelo menos, uma certa coerência.
6.01.2008
Ancorado em ti
Aqui me encontro com esta saudade salgada dum ainda nada que é já tanto. Nesta espessa maresia aguardando os teus dedos de praia secreta. Por descobrir. Esperando um sol que me envolve. Que me percorre. Aqui me encontro neste mar revolto em que um dia ancorei à espera dos teus lábios de veleiro. Que sempre soube a caminho. Que sempre nos levam para águas distantes. Esquecidas deste mundo. Onde nadamos envoltos como algas. Juntos. Vestidos de peixes. Despidos de tudo. Águas onde só chega quem não teme tempestades. Onde só chega quem não teme perder-se. Onde só chega quem não teme dar à costa. Nesta praia deserta que é a tua espera.
5.31.2008
Princípios

da morte. Mas não seria isso que nos faria
ter vontade de morrer mais
depressa.
Podíamos saber um pouco mais
da vida. Talvez não precisássemos de viver
tanto, quando só o que é preciso é saber
que temos de viver.
Podíamos saber um pouco mais
do amor. Mas não seria isso que nos faria deixar
de amar ao saber exactamente o que é o amor, ou
amar mais ainda ao descobrir que, mesmo assim, nada
sabemos do amor.
5.30.2008
Não importa se às vezes tudo é breve
Mafalda Veiga, Uma Gota
Andam-me a custar muito as sextas-feiras...
5.28.2008
Gatos em 20 questões
3. É verdade que a Cat Woman (Michelle Pfiffer) é bastante mais interessante que qualquer dos Batmans.
4. É mentira que o Gato das botas não conheça a Pablo Fuster.
20. É mentira que o Emir Kusturica tenha gatos romenos com dentes de ouro.
Os resultados da prova serão enviados oportunamente. Boa sorte.
5.27.2008
5.26.2008
Orient Express
A nossa distância é um comboio na escuridão. Caminhando sem se ver mas percorrendo-nos os sentidos. Sentes o terpidar? O barulho dos carris a passar? Os segundos metálicos? O respirar? É um comboio antigo. Forjado à mão com a lava mais quente dos Deuses. Escurecido pelo passar das noites calmas e o cair das folhas. Seguido pela lua e por esta música de ave a migrar. É um comboio com sangue de vida. Ferido, talvez. Um cavalo selvagem sem rédeas. Negro. Que galopa sem descanso. Um comboio com a paz e o calor do deserto. Sem bilhete. Sem ida nem volta mas já com data marcada.
5.25.2008
Afirmativo consensual
Detesto escutar as conversas dos outros mas há pessoas, que a julgar pelo volume com que falam ao telemóvel, devem adorar que os ouçamos. Normalmente entra a 100 e sai a 200 mas esta conversa (de apenas um dos interlocutores) aguçou a minha curiosidade para tema tão consensual.
- Sim?
- Sim Sim
- Pois
- Sim
- Exactamente
- Sim Sim
- Sim Sim Sim
- Ok
- Afirmativo
Hummm. Que seria?
5.24.2008
Antes e depois
Perdoar primeiro, julgar depois
Amar primeiro, educar depois
Esquecer primeiro, aprender depois
Libertar primeiro, ensinar depois
Alimentar primeiro, cantar depois
Possuir primeiro, contemplar depois
Agir primeiro, julgar depois
Navegar primeiro, aportar depois
Viver primeiro, morrer depois
5.23.2008
5.22.2008
Some things...
I wouldn't shut your eyes just yet
I wouldn't turn the lights down yet
'Cos there's things you've gotta see here
There's things you've gotta believe of me
I wouldn't turn the sound down yet
Don't even touch the dials, not yet
'Cos there's things you've gotta hear here
There's things you've gotta believe of me
I wouldn't say a word just yet
Don't even open your mouth, not yet
'Cos there's things I've gotta say here
There's things you wanna hear from me
Tindersticks, El Diablo en el ojo



