P: Qual a morte preferível a todas as outras?
R: A inesperada
Espero morrer assim, e no entretanto, ir vivendo, assim, também.
Espanha incentiva a requalificação imobiliária como desígnio estratégico, apenas permitindo construção de raíz por demolição e substituição de imóveis velhos ou incentivando a requalificação dos mesmos. Portugal altera o PDM, corta sobreiros e brinca à especulação imobiliária para construir desordenadamente e selvaticamente fazendo vénias subservientes ao lóbi do betão para onde transitam (escandalosamente) os ex-ministros das obras públicas.
Espanha tem um governo de 17 elementos (9 mulheres e 8 homens), das quais uma ministra (curiosamente grávida) numa área tipicamente masculina como a defesa dando claros sinais à sociedade civil. Portugal possui um governo abastado de 16 elementos (2 mulheres e 14 homens) e afirma (não pondo em prática) a importância de aumentar o peso das mulheres na vida política.
Espanha aponta como desígnios estratégicos de desenvolvimento: a requalificação e ordenamento do território (acima referido), o combate das desigualdades sociais e o desenvolvimento e incentivo às energias renováveis. Aponta e faz (aposto que se verão resultados). Alguém sabe ao certo apontar um único projecto nacional que mobilize a sociedade civil e em que se acredite verdadeiramente na sua implementação e valência?
São, de facto pequeníssimas diferenças. Pormenores quase imperceptíveis. Escolhidos apenas pela proximidade geográfica. Não há, assim, a necessidade de afinar a bitola com o Norte da Europa pois faria aumentar um pouquinho (ligeiramente, lá está) a dimensão das tais pequenas diferenças.
Desculpem o desabafo mas não há necessidade para:
Porque hoje me apeteceu ouvir todas as músicas dos James
Are you aching for the blade?
That's OK, we're insured
Are you aching for the grave?
That's OK, we're insured
We're getting away with it all messed up
Getting away with it all messed up
That's the living
Daniel's saving Grace
She's out in deep water
Hope he's a good swimmer
Daniel plays his ace
Deep inside his temple
He knows how to serve her
We're getting away with it all messed up
Getting away with it all messed up
That's the living
We're getting away with it all messed up
Getting away with it all messed up
That's the living
Daniel drinks his weight
Drinks like Richard Burton
Dance like John Travolta
Now
Daniel's saving Grace
He was all but drowning
Now they live like dolphins
We're getting away with it all messed up
Getting away with it all messed up
That's the living
We're getting away with it all messed up
Getting away with it all messed up
That's the living
We're getting away with it all messed up
Getting away with it all messed up
That's the living
Oh, getting away with it all messed up
Getting away with it all messed up
That's the living
Getting away with it
We're getting away with it
That's the living
That's the living
James , Getting away with it all messed up
Assinale com verdadeiro ou falso as 20 questões.
1. É verdade que os anjos andam de ipod e headphones vendo-nos no nosso mundo mas noutra perspectiva bastante mais poética.
2. É mentira (pelo menos duvidoso) que os anjos não tenham sexo.
3. É verdade que os anjos gostam do Tom Ford mas são obrigados a vestir apenas de branco.
4. É mentira que os anjos tenham papos (ainda por cima doces).
5. É verdade que a Heidi Klum é um anjo (pelo menos da Victoria's Secret).
6. É mentira que os anjos usem apenas setas. Apenas o cupido e os anjos índios ainda o fazem (consta que o Guilherme Tell foi para o inferno e o o Robin Wood está com problemas burocráticos no seu processo).
7. É verdade que gosto de caras de anjos maus.
8. É mentira que se um anjo viesse em meu auxílio estava tramado.
9. É verdade que se tivesse mesmo de vir que fosse a Angela do Luc Besson.
10. É mentira que os anjos caem. Foi apenas a conjugação verbal que se colou.
11. É verdade que os anjos têm uma sensualidade algures entre as freiras (falsas) e as enfermeiras (de batas de botões).
12. É mentira que os anjos se revejam no Roberto Leal ou no Júlio Iglésias.
13. É verdade que os anjos só foram para o céu porque se portaram muito mal na terra.
14. É mentira que os anjos sejam oriundos da Guarda.
15. É verdade que os anjos gostam do Angel dos Massive Attack, dos Angels do Jacob Dylan, do e do Angie dos Rolling Stones.
16. É mentira que os anjos apenas se misturem com os demónios no livro da Allende.
17. É verdade que os anjos usam sempre almofadas de penas e não sofrem da coluna.
18. É mentira que os anjos com arcas são os arcanjos.
19. É verdade que os anjos não estão sindicalizados e protestam muito pouco.
20. É mentira que os anjos sejam proprietários de uma paragem de metro (estão sempre em movimento e preferem os céus).
Os resultados da prova serão enviados oportunamente. Boa sorte.
Comunicamos de quatro formas: com palavras, com entoação, com expressões e com silêncios. De todas elas as palavras são as que menos comunicam e as que mais conseguem ser falsas ou imprecisas. É a razão porque um bom livro deveria sempre conseguir ser acompanhado de alguns quadros ou fotografias, barulhos, músicas e oscilações. Mesmo que mínimas. Uma espécie de ondulação. Percebem? Possuir páginas em branco, olhares, poros e muitas respirações. Mas a comunicação para o ser verdadeiramente exige um reflexo. Uma metamorfose no ir e voltar. Um toque ou afago que se estende, para lá de nós. Contagiando. Gerando uma acção ou comportamento. É essa a magia da comunicação. A sua pluralidade (não podemos comunicar sozinhos) e imprevisibilidade.
Será essa razão a explicação para algumas pessoas aparentarem tanto problema em comunicar comigo pessoalmente. Não faz mal. A sério. Ficam a saber que eu não acredito apenas nas palavras.
Os dedos quentes nas teclas frias de um piano. O respirar da noite lá fora. À escuta. Envolta num mar de luzes. Atenta. Esperando a próxima nota. A próxima melodia. O tempo suspenso. A pairar. Uma pausa para a bebida. Um afago demorado na madeira polida. Espelho sensual de curvas femininas. Que reflecte ela diferente do som? Talvez a alma seja maior que todos os sentidos. As mãos e as teclas novamente entrelaçadas em beijos tácteis. Soltando um éter invisível. Ameno. Que assenta, aos poucos, nas paredes. Nas cadeiras arrumadas. No chão. Uma espécie de pó arrefecendo em morte lenta, no calar do eco. Lá fora a noite e a cidade misturando-se cada vez mais. Num vulto de mulher vestida de seda e colar de pérolas. Aproximando-se, aos poucos, com os sapatos nas mãos. Abrindo uma fresta da vidraça enorme. Aproximando-se em silêncio daquele piano.
Smack, crack, bushwhacked
Tie another one to the racks, baby
Hey kids, rock and roll
Nobody tells you where to go, baby
What if I ride? What if you walk?
What if you rock around the clock?
Tick-tock, tick-tock
What if you did? What if you walk?
What if you tried to get off, baby?
Hey kids, where are you?
Nobody tells you what to do, baby
Hey kids, shake a leg
Maybe you're crazy in the head, baby
Maybe you did, maybe you walked
Maybe you rocked around the clock
Tick-tock, tick-tock
Maybe I ride, maybe you walk
Maybe I drive to get off, baby
Ollie, ollie
Ollie, ollie, ollie
Ollie, ollie in come free, baby
Smack, crack, shack-a-lack
Tie another one to your back, baby
Hey kids, rock and roll
Nobody tells you where to go, baby, baby, baby
REM, Drive
Habituara-se cedo a distinguir a cor das árvores. Cada uma diferente na sua nobreza delicada. Na simplicidade perfeita das folhas, dos ramos. Na dança das sombras. A singularidade das texturas e dos silêncios. Seculares. Esguios. Mas naquele dia um verde de olhos tristes cruzara o seu olhar num brilho magnético. Numa espécie de pedrada na água soltando ondas. Um arrepio repentino que logo se fez calor, como quem conhece uma pessoa e fica amigo de infância. Essa árvore passou a ter nome e raízes profundas que sempre apertam. Lá no alto. Algures entre a folhagem de olhos verdes.