4.15.2008

Receita milagrosa

Respirar fundo
Não esboçar uma palavra
Colocar "aquele" olhar
Esperar um pouco
Mais um pouco
Voltar a respirar fundo
Repetir o processo

Em casos mais graves usar a técnica exemplificada no video

4.14.2008

Palco

É impressão minha ou de repente todos viraram actores e cantores - ou as duas coisas ao mesmo tempo - só porque descobriram que têm boca e acham que sabem gesticular. Pena que usem tão pouco os olhos, ouvidos e sobretudo o tacto.

4.13.2008

O reino

Sentia-se a fúria do tempo. A vontade voraz de libertação. As plantas. As marés. As estações. Tudo e nada ao mesmo tempo. Numa corrida silenciosa que talvez só ele soubesse o final. Um caminho longo e solitário. O tempo é um cavalo alado. Preto. Sedoso. Cujas longas asas agitam o cair das noites e da sua pele escorregam os dias impotentes. O seu respirar tem o calor do abraço e o frio da perda e nunca olha para traz. Sentia-se a sua presença. Mais que em qualquer local. Mais que em qualquer outra altura. Estávamos próximo. Estávamos a chegar.

4.12.2008

Another kind of Fever



Never know how much i love you
never know how much i care
when you put your arms around me
I give you fever that's so hard to bare

you give me fever
when you kiss me
fever when you hold me tight
Fever
In the morning
Fever all through the night

Sun lights up the day time
moon lights up the night
I light up when you call my name
and you know i'm gonna treat you right

you give me fever
when you kiss me
fever when you hold me tight
Fever
In the morning
Fever all through the night

Everybodies got the fever
That is somethin you all know
Fever is'nt such a new thing
Fever start long ago

Romeo love Juliet
Juliet she felt the same
When he put his arms around her
He said Julie baby your my flame

Now give me fever
When were kissin
Fever with that flame in you
Fever
I'm a fire
Fever yeah i burn for you

Captain smith and pocahontas
had a very mad affair
When her daddy tried to kill him
She said daddy oh don't you dare

He gives me fever
With his kisses
fever when he holds me tight
Fever
I'm his misses
Daddy won't you treat him right

Now you listened to my story
Here's the point that i have made
Chicks were born to give you fever
Be it fair and have a sense of game

They give you fever
when you kiss them
Fever if you really learned
Fever
Till you sizzlen
But what a lovely way to burn

But what a lovely way to burn
But what a lovely way to burn
But what a lovely way to burn



Peggy Lee

4.11.2008

Sinónimos

Esses que pensam que existem sinónimos, desconfio que não sabem distinguir as diferentes nuances de uma cor.

Mário Quintana

4.10.2008

O meu silêncio

Não falamos há tanto tempo.

O meu silêncio não é falta de interesse. De querer saber como estás. De querer saber dos teus problemas. De querer novidades. De te querer escutar. Longa e pausadamente. O meu silêncio é um esforço. Uma luta. O meu silêncio é aprendizagem e amor próprio. É até um pouco de mágoa pela tua falta de interesse. O meu silêncio é, talvez, um falso acreditar que seja distração. O meu silêncio é uma ave branca. Presa ao chão. O meu silêncio é sobretudo nada querer cobrar. O meu silêncio é uma mão aberta que tapa a boca de uma palavra.

Não falamos há tanto tempo.

4.09.2008

Confesso...

... que o número crescente de vídeos neste espaço virtual é proporcional à decrescente posse de tempo no espaço real. Resta-me a esperança que os frutos das acções resultantes sejam mais sumarentos que o interesse dos meus conteúdos e que o meu valor esteja bem mais além da minha imagem.

4.07.2008

Come undone

Mine, immaculate dream, made breath and skin, Ive been waiting for you,
Signed, with a home tattoo, happy birthday to you was created for you.

(cant ever keep from falling apart.. at the seams)
(cant I believe youre taking my heart.. to pieces)

Ahh, itll take a little time, might take a little crime to come undone
Now well try to stay blind, to the hope and fear outside,
Hey child, stay wilder than the wind
And blow me in to cry.

Who do you need?
Who do you love?
When you come undone.

Words, playing me deja vu, like a radio tune I swear Ive heard before,
Chill, is it something real, or the magic Im feeding off your fingers

(cant ever keep from falling apart.. at the seams)
(can I believe youre taking my heart.. to pieces)

Lost, in a snow filled sky, well make it alright, to come undone,
Now well try to stay blind, to the hope and fear outside,
Hey child, stay wilder than the wind -
And blow me in to cry.

Fade...

Duran Duran, Come undone

4.06.2008

Viva a CP

Vou-vos confessar uma coisa. Não andava num comboio suburbano desde os meus tempos de faculdade, e já lá vão uns anitos (que não revelo sob pena de me lembrar quantos). Sou frequente utilizador de Alfas pendulares e até de intercidades (menos) mas (chamem-me tio) o termo suburbano é definitivamente contra a minha natureza ( urbana, lá está). De qualquer forma notei melhorias significativas do progresso, que espantem-se os mais incrédulos, também se dão na CP. Em primeiro lugar os ditos comboios (lá estou eu, deixem-me controlar) cresceram, havendo lugar para todos, para grande satisfação dos desgraçados habitantes de algumas localidades que ficavam sempre de pé. Depois têm mais conforto, apesar de confessar um certo saudosismo dos evoluidíssimos, mas curiosamente incompreendidos, bancos ortopédicos (leia-se de pau). No entanto, o que mais me impressionou nem foi a maior frequência de viagens nem os seguranças nas estações. Fiquei deveras impressionado, não com a voz da menina a indicar a próxima paragem (como no metro) mas sobretudo pela delicadeza com que se referiu à chegada de Chelas: "Próxima paragem Chelas. Cuidado com o degrau”. Fantástico. Sou mesmo preconceituoso. Perdoem-me as pessoas de Chelas, é que sempre tive em mente (erradamente estou a ver) que em Chelas tinha de ter cuidado com os assaltos. Não com os degraus. Viva o progresso. Viva a CP.

4.05.2008

Tudo se funde

Tudo se funde. Os móveis do salão que falam no escuro das noites frias. A ferida aberta que demora a sarar. O corpo inanimado. Exausto. A nudez pálida da lua. A árvore desmembrada, estalando na lareira. Soltando memórias. Incandescentes. Julgadas extintas. Também se funde a memória. E a prata dos talheres. E o cheiro do jasmim. Tudo se funde. O nosso amor. O bem e o mal até. Como a saudade num beijo. Como o calor da minha mão na tua pele.

4.03.2008

A exaltação da pele

Hoje quero com a violência da dádiva interdita.
Sem lírios e sem lagos
e sem o gesto vago
desprendido da mão que um sonho agita.
Existe a seiva. Existe o instinto. E existo eu
suspensa de mundos cintilantes pelas veias
metade fêmea metade mar como as sereias


Natália Correia

4.02.2008

Slug



Don't want to lose my shirt
Don't want to dig the dirt
Don't want you to get hurt
Can't help but I'm a flirt
Don't want to take your drugs
Don't want to be a slug
Don't want to overdress
Don't want to make a mess
Don't want you to confess
Not under duress
Don't want be untrue
I want to be with you
Don't want to lose my nerve
Don't want to throw the curve
Don't want to make you swerve
Don't want what I deserve
Don't want to change the frame
Don't want to be a pain
Don't wanna stay the same

U2, Slug, 2001: A Space Odyssey OST

3.31.2008

Sim

Gosto de dizer sim. Dizer sim é querer resolver problemas, é seguir em frente, é lançar-se sem medo, rejeitar as amarras da auto-preservação.


José Luís Peixoto

Hoje disse um sim complicado. A ver vamos ...

3.30.2008

Baltimore, o morcego guardião

Que idade tens Baltimore? Que descansas do mundo de pernas para o ar. Talvez se veja melhor, de facto, nessa posição. E quem esteja afinal invertido seja ele próprio e não tu Baltimore. Que guardas tu encostado ao peito? Para escolheres apenas a noite mais proibida, mais fria, para abrir asas. Quem foste em tempos Baltimore? De que te cansaste tanto? De que choras calado? Aqueces-te no sangue. Teu sol fugaz. Mas é a ti que te consomes, aos poucos, guardando um segredo. Profano. Só teu.

3.29.2008

Levitar

Deixa-te ficar assim. Deitada. Na imóvel luxúria do levitar da alma. Como um vinho delicado repousando à lareira.

3.28.2008

The Test



Oooooh
Can you hear me now?
Yeeeeeaaahhhhhh
Am I coming through?
Is it sweet and pure and true?

Devil came by this morning,
said he had something to show me,
I was looking like I'd never seen a face before,
here we go now let's slide in through the open door.

Pictures of things that I've done before,
circling around me I'm here on the floor,
I'm dreaming this and I'm dreaming that,
regretting nothing think about that.

I see waves breaking forms on my horizons,
yeah I'm shining,
I'm seeing waves breaking forms on my horizons,
lord I'm shining,
Oooohhh are you hearing me, like I'm hearing you

You know I always lost my mind,
I can't explain where I've been,
You know I almost lost my mind,
I couldn't explain what I've seen.
Well I'm happy, am I to learn (line may not be right)
too find that the images are fading away.

I see waves breaking forms on my horizons,
yeah I'm shining,
I'm seeing waves breaking forms on my horizons,
lord I'm shining,
Oooohhh are you hearing me, like I'm hearing you

You know I always lost my mind,
I can't explain where I've been,
You know I almost lost my my mind,
I couldn't explain the things I've seen.
But now I think I see the light
Lend me a hand,
lend me your hand,
Lend me a hand,
lend me your hand,
Lend me your hand.

I´ve seen waves breaking forms on my horizons,
yeah I'm shining,
I'm seeing waves breaking forms on my horizons,
lord I'm shining,
Oooohhh are you hearing me, like I'm hearing you

You know I almost lost my mind,
but now I'm home
and I'm free,
Did I pass the acid test?

Ohhhhhh my my my my my my mind
You'd better go to bed now

My heart is so damn free,
You know I always lost my mind,
but now I'm home and I'm free,
Did I pass the acid test?

Ohhhhhh my my my my my my mind


Chemical Brothers with Richard Ashcroft - The test

3.27.2008

Tamanho de uma mão fechada

Começava a escrever sem saber o que ia escrever. Acreditava que eram as palavras que se iam escrevendo umas às outras, cada uma trazendo consigo a seguinte, pois que a vontade e a premeditação me impediriam de atingir o meu objectivo, que desconhecia, que só se revelaria pouco a pouco conforme as frases, os parágrafos, se fossem escrevendo. Qualquer frase pensada antes de escrever não prestava para nada, disso tinha a certeza. O que mais importava era o que me transportava sem que pudesse saber para onde. Tinha também a superstição de que o tamanho da história que escrevia não podia ultrapassar uma página, simplesmente porque o ter de mudar de página quebrava a magia de que ela, a história, precisava para viver. Eram, por isso, histórias do tamanho de uma mão.


Pedro Paixão

3.26.2008

Atlântida

Devíamos viver na água
envoltos, na ausência da palavra
Tocados pelas algas do silêncio.
Longas, acenando livres
aos olhares demorados. Quase tácteis.
À distância de uma mão
unindo em círculos perfeitos - dois a dois
Tu e Eu, na frágil forma da bolha de ar
perdida a flutuar.
Olha para ela, já rebentou
do tanto que te vimos
sem nada dizer.
Matámos a sede
rodeados de mar.

3.25.2008

Comunicado muito importante

Atenção. Muita antenção. A mensagem que se segue é de extrema importância...



Espero que tenham percebido a mensagem. Eu avisei da sua importância.

Assíduos do shaker

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